Zoologia dos Invertebrados Superiores: Filo Platyhelminthes – Classe Turbellaria

Atualizado: Jul 13

A Classe Turbellaria é constituída por vermes chatos de vida livre que apresentam tamanhos variáveis. São organismos aquáticos (marinhos) e alguns habitam ambientes terrestres-úmidos (são bioindicadores). A maioria das espécies são bentônicas e a minoria, pelágica/planctônica. Apresenta duas Ordens: Arcoophora e Neoophora.

PAREDE DO CORPO

  • O tegumento externo é a epiderme;

  • A epiderme é ciliada com muco, possui células glandulares mucosas;

  • Camada Muscular: camada circular externa -> diagonal média -> longitudinal interna;

  • Camada muscular possibilita um maior repertório de movimentos;

  • Parênquima;

  • Células mucosas, nas espécies terrestres, auxilia as trocas gasosas e o muco sempre é trocado, fazendo a defesa do organismo;

  • Nos animais vágeis, o muco (na região ventral) auxilia na locomoção, diminuindo o atrito (lubrificando);

  • Ao redor da boca poe ter muco (acessório) para ajudar na captura de alimento;

  • Substância adesiva atua como ventosa (fixação temporária);

RABDITOS

Bolsas cheia de muco armazenada na mesoderme, possui bastonetes. Quando o animal se encontra em estresse, ele atira bastonetes e o muco presente nessa “bolsa” extravasa, protegendo o animal da dessecação.


TUBÉRCULO

Protuberância na superfície dorsal que armazena cnidócitos (alguns são cleptocnidas), espículas calcáreas (de poríferos) e ácido clorídrico (que realiza a defesa passiva).


LOCOMOÇÃO

Nadadores ou rastejadores (deslizamento pela superfície ventral realizado pela camada muscular + batimento dos cílios, como o auxilio do muco que lubrifica).


ALIMENTAÇÃO

São, em maioria, saprófagos (se alimentam de depósitos em decomposição), pouco adaptados a consumir vegetais pois não digerem celulose. Podem viver em simbiose com outros invertebrados. Podem ser predadores também.


TRATO DIGESTIVO INCOMPLETO = ENTERON

Esses animais realizam a ingestão e a egestão pela boca. Possuem faringe (chamada de probóscide (=faringe eversível)), em que a partir desse grupo, se torna uma simplesiomorfia. A faringe contém glândulas que produzem enzimas digestivas que, por meio da saliva, permite a digestão extra-corpórea. Os canais gástricos são chamados de divertículos, o qual projeta cecos gástricos que aumentam a eficiência da absorção e são áreas glândulares. Existe um póro anal que contribui para a eliminação de algumas substâncias e é COMPARÁVEL, em função, ao ânus.


EXCREÇÃO/OSMORREGULAÇÃO

A excreção é realizada, em grande parte, por difusão. Já, o órgão responsável pela osmorregulação é o protonefrídeo, que além dessa função é acessório à excreção. (Entenda mais sobre protonefrídeos clicando aqui!).


SISTEMA NERVOSO

O sistema nervoso desses animais é mais centralizado, possuem um gânglio cerebral, 1 par de ocelos, até 4 pares de cordões nervosos longitudinais conectados por nervos circulares chamados nervos conectivos ou comissuras. Os nervos podem ser classificados da seguinte forma:

  • Nervos de 1ª grandeza: gânglio cerebral+cordões nervosos;

  • Nervos de 2ª grandeza: comissura;

  • Nervos de 3ª grandeza: sensoriais e motores;


REPRODUÇÃO

  1. Assexuada:

-Fissão binária transversal (maioria): divide o corpo em região anterior e posterior; -Fissão longitudinal: divide o corpo em lado esquerdo e direito; -Brotamento (raro): ocorre na região anterior (na cabeça); -Fragmentação (alguns grupos, organismos extremófilos): produção de cistos reprodutivos revestidos por muco, que fora da água tem função isolante; -Regeneração: é realizada graças a um controle neuro-endócrino (neurossecreções);

  1. Sexuada:

São organismos exclusivamente monoícos, possuem ovários e testículos presentes e não ativos simultaneamente. Maioria realiza fecundação interna e cruzada (há trocas de gametas, fecunda e é fecundado). A cópula ocorre a partir da justaposição de gonóporos em maioria, porém, em algumas espécies há a presença de uma papila peniana (=órgão copulador) que garante que o espermatozóide seja liberado em um gonoducto. Apesar de raro, o desenvolvimento indireto é conhecido e pode formar dois tipos de larvas: a Larva de Müller, que é livre-nadante ou a Larva de Götte que é parasita. Há diferenças reprodutivas entre as duas ordens, sendo elas:

-Arcoophora: o ovário dos animais pertencentes à essa ordem é denominado gemovitelário, sendo seus ovos endolécitos (ou seja, com a reserva energética (vitelo) dentro do ovócito);

-Neoophora: o ovário desses organismos é chamado de germinário e os ovos são ectolécitos, ou seja, ele é revestido por vitelo no gonoducto por glândulas vitelínicas. Dependendo da estação do ano, os ovos produzidos são diferentes. Os ovos de verão ou subitâneo possuem casca fina e uma eclosão rápida. Já, os de inverno ou duradouro apresentam uma eclosão mais demorada e a casca mais resistente. *Tanto os Arcoophora quando os Neoophora possuem “glândulas de cimento” que formam a casca do ovo*

Referências:

Zoologia dos Invertebrados- Ruppert e Barnes- 6ª edição;

Aulas do Professor Valter José Cobo.


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