Tecidos Animais e Vegetais • Zoologia X Botânica

Oi biologuínhos, tudo certo?! Esperamos muito que sim e hoje resolvemos trazer um assunto que não costumamos comparar, mas que é muito interessante: tecidos (= conjunto de células que desempenham determinada função especializada).


Mas como assim, tecidos??


Bom, basicamente quando falamos de animais já nos vem em mente muitos tecidos conhecidos, como adiposo, cartilagem, conjuntivo... enfim, diversos que já escutamos alguma vez na vida. Mas quando o assunto é botânica, vocês já pararam para pensar que nós pulamos esse assunto? Geralmente sabemos aspectos sobre a célula vegetal e sobre órgãos vegetais (como raiz, caule e folha), mas não costumamos parar para estudar o intermediário entre esses dois: os tecidos vegetais.


Nos animais, os tecidos são formados durante o desenvolvimento embrionário, a partir dos folhetos germinativos. Vocês já devem ter ouvido falar que animais são diblásticos e outros triblásticos, isso depende se ele tem dois ou três folhetos germinativos. Os folhetos são: a ectoderme, que origina os sistemas nervosos, a epiderme e seus anexos; a mesoderme, o folheto intermediário, responsável por originar a maioria de nossos órgãos, músculos, ossos, entre outros (tudo que não está ligado com o exterior); e, por fim, a endoderme, formando os tecidos de revestimento interno e o trato digestivo e respiratório.


Na planta, todos os tecidos são, de alguma forma, formados pelos meristemas. O meristema é um tecido formado por células indiferenciadas que estão em constante divisão celular para formar novos tecidos.


Quando falamos em tecidos vegetais, temos alguns que quero destacar para vocês: epiderme (que já falamos em outros posts e que clicando aqui você pode conferir, tanto para animais quanto para vegetais), colênquima, esclerênquima e parênquima.

Colênquima é um tecido formado por células vivas e que, tem como característica essencial para classificação, o espessamento irregular que forma células angulares, lamelares, lacunares ou anelares. Não possuem lignina, apenas celulose, pectinas e água em sua parede celular. Sua função é, basicamente, suporte mecânico para plantas em crescimento e plantas herbáceas.


Já o esclerênquima é formado por células mortas, isso mesmo, MORTAS! Para um vegetal isso é possível, diferentemente dos animais. A parede celular dessas células são lignificadas e por esse motivo são muito duras e resistentes. É esse o tecido que forma o xilema, conhecido como vaso condutor de seiva bruta da planta. A função geral desse tecido é sustentação da planta, atuando juntamente com o colênquima.


Por fim, o parênquima é um tecido formado por células vivas com formatos variáveis que contém um grande vácuo (organela de armazenamento). Está em toda a planta "preenchendo espaços" e se modificando de diversas formas, como parênquima clorofiliano (também chamado de paliçadico ou lacunoso, que apresenta os cloroplastos e clorofila responsável pela fotossíntese), parênquima amilífero (que armazena amido), aquífero (que armazena água), entre outros.


O tecido de preenchimento dos animais é o tecido conjuntivo. Além da função de preenchimento, ele também possui a função de sustentação e transporte de substâncias. Algumas de suas células são mais especializadas ainda e formam de tecidos derivados, então temos alguns tipos diferentes de tecido conjuntivo: temos o tecido adiposo, cuja função é o armazenamento de lipídeos (gordura), atuando na reserva energética e regulação da temperatura corporal; o tecido cartilaginoso, que sustenta, reveste e consegue amortecer impactos, por isso também é encontrado revestindo alguns ossos; o tecido ósseo é um tecido conjuntivo rígido e cuja principal função é de sustentação; e também temos o tecido sanguíneo, com a principal função sendo o transporte de substâncias.


Diferente dos vegetais que não conseguem se locomover, nós, animais, temos um tecido especializado em contrações, responsável por tudo que se refere a movimentações. Esse é o nosso tecido muscular, formado por proteínas contráteis, responsável pelos movimentos voluntários (como caminhar), realizado pelo músculo estriado esquelético; e também involuntários, realizados pelo músculo liso e pelo cardíaco, estes revestem os órgãos e o coração, respectivamente.


O tecido nervoso é outro que temos de bem diferente dos vegetais, que é um tecido bem complexo, formado pelas células nervosas, a mais conhecida é o neurônio. Essas células conseguem transmitir impulsos nervosos, possibilitando a comunicação entre elas.

Enfim, temos a ideia de que as plantas não apresentam tecidos ou, se acreditamos que elas têm, não buscamos a informação para entender melhor sobre a organização interna destas. Apesar de serem seres completamente diferentes, plantas e animais possuem muitas coisas em comum!


Algo que notamos durante nossa trajetória acadêmica, é uma diferença que ocorre nas disciplinas dessas áreas. Em muitos cursos de Ciências Biológicas costumamos estudar os tecidos vegetais na disciplina denominada "Anatomia", palavra que significa “estudo das partes”. Os tecidos animais são estudados em disciplinas chamadas de “Histologia” ou “Biologia dos tecidos”. A disciplina de “Anatomia humana” que temos, não estuda os tecidos, assim como é na vegetal, mas sim as partes do corpo humano. Já para estudarmos os órgãos vegetais (partes da planta) temos a disciplina de "Morfologia".


Por hoje é só, biologuínhos! Esperamos que estejam gostando. Agora com a versão nova do blog podemos interagir com muito mais facilidade! Qualquer dúvida, sugestão, comentário ou complemento vocês podem mandar até diretamente para nós, ao entrarem na aba de membros.


Isabella Aparecida Fonseca Bertoleti Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Botânica (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

Barbara Mariah Chagas Teberga Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Zoologia (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

Referências:

Taiz, L.; Zeiger, E. Fisiologia vegetal. 5. ed., Artmed, 2013. 918 p.

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