Parasitologia: Criptosporidiose e Leishmaniose

Atualizado: Jul 14

Cryptosporidium sp

Causa criptosporidiose

Apresenta oocisto, que é a forma infectante capaz de resistir ao meio externo. É formado a partir de reprodução sexuada, é presente em fezes diarreicas de pessoas infectadas e contém em seu interior 4 esporozoitos em seu interior. Apresenta um complexo apical (formado por 3 organelas) que realizam o reconhecimento, adesão e penetração no hospedeiro. Transmissão: contato direto ou indireto, água e alimentos contaminados e contato sexual (oral-anal); Ciclo:

Fonte: CDC – Cryptosporidium spp.


Quando o oocisto entra em nosso corpo, o suco gástrico e a bile auxiliam na liberação dos 4 esporozoitos, sendo que cada um deles infectam 1 célula humana. A partir do momento que o parasito entra na célula, ele se transforma em trofozoíto e se reproduz assexuadamente, por merogonia, fazendo com que a célula se rompa e os merozoitos sejam liberados. Os merozoitos produzem gametas, e se reproduzem formando o zigoto que, posteriormente, sai do corpo do hospedeiro em forma de oocisto, reiniciando todo o ciclo.

  1. Oocisto de parede grossa: vai para o meio externo (relacionado à resistência)

  2. Oocisto de parede delgada: realiza a auto-infecção

Manifestações clínicas: surtos diarreicos;

•Em indivíduos imunocompetentes o parasito é eliminado naturalmente;

Profilaxia: água tratada, alimentos bem lavados e evitar contato.

Leishmania sp

Causa leishmaniose

Apresenta promastigota, em que na sua estrutura apresenta, em ordem, o flagelo, cinetoplasto (reserva de DNA) e o núcleo. É flagelado e encontra-se no hospedeiro intermediário, mosquito palha ou birigui (do gênero Lutzomyia). Também apresenta o amastigota, que localiza-se no hospedeiro vertebrado, dentro de macrófagos:

  1. Leishmaniose tegumentar: homem, roedores, preguiça, tamanduá e tatu;

  2. Leishmaniose visceral: homem, cachorro, raposa, gambá e roedores;

Ciclo:

Fonte: CDC – Leishmania spp.


Quando um mosquito hematófago se alimenta de um sangue contaminado, ele pode tanto ingerir um macrófago (célula de defesa que fagocita “corpos estranhos”), quanto o próprio amastígota. Em ambas situações, as amastígotas (sejam elas livres ou englobadas no macrófago) se desenvolvem em promastigota que passa a ficar na probóscide do inseto, agora, infectado com a Leishmania sp. . Quando o inseto vai se alimentar, ele acaba passando o parasito adiante. Transmissão: por meio do vetor (mosquto palha/birigui/ gênero Lutzomyia) A leishmaniose cutânea pode atingir a pele (lesões), mucosa, nariz, faringe e palato. Já a visceral, atinge, principalmente, o baço e o fígado. Diagnóstico: tegumentar – biópsia da lesão, teste de Montenegro; visceral – punção do baço, teste de Montenegro ou sorologia; Profilaxia: controle biológico do vetor; Tratamento: injeções (muitos efeitos colaterais);

Referência:

Aulas da Professora Francine Alves da Silva Coelho- Universidade de Taubaté

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