Paleontologia: Plantas Primitivas • Zoologia X Botânica

Atualizado: Jul 14

Oi biologuínhos, tudo bem? Já estamos de volta e o assunto da vez é sobre plantas e animais primitivos: vamos abordar um pouco de paleontologia com vocês para que possamos entender os primórdios de ambos Reinos.

Quando falamos de planta, temos que considerar que, por não possuírem um esqueleto é bem difícil de termos registros fósseis, mas mesmo com essa dificuldade conseguimos ter noções básicas sobre o grupo. O registro fóssil vegetal mais antigo nos dá a informação de 420 milhões de anos, porém acredita-se que, por registros fósseis de plantas serem complicados, possivelmente a vida vegetal surgiu até mesmo antes disso. Por exemplo, os registros de algas são bem mais antigos: fósseis indicam que há 1200 milhões de anos já existiam “tapetes de algas”.


Ao falar de paleontologia, principalmente, vegetal não podemos deixar de citar o pesquisador Philip Donoghue da Universidade de Bristol: esse paleontólogo coletou, junto com sua equipe, informações genéticas de aproximadamente 100 espécies de algas e plantas e utilizou a tecnologia disponível para tentar investigar a origem dos vegetais. A descoberta foi incrível: sabemos agora que as plantas surgiram durante o Cambriano (542 – 488 milhões de anos), momento em que também ocorreu o desenvolvimento dos primeiros animais (seres multicelulares). No Pré-Cambriano existiram as cianobactérias (que já tratamos em posts anteriores, certo?!) que formavam estruturas chamadas estromatólitos.

Estromatólitos

Não podemos deixar de enfatizar nessa nossa conversa que, quando falamos do Reino Vegetal, principalmente em termos de escala geológica e mudanças que ocorreram no nosso planeta, temos que lembrar sempre que: as plantas são e sempre foram essenciais para o resfriamento do Terra, tornando possível o desenvolvimento de outras formas de vida.


“Mas Isa, qual exatamente o primeiro grupo de planta que surgiu? ”.


Tudo indica que foram as hepaticophytas, parentes bem próximas dos nossos conhecidos musgos. Acreditas-se que essas plantas possuíam poros e raízes, e assim conseguiram se desenvolver, crescer, processar mais solo e CO2 (dióxido de carbono) de forma mais rápida e eficiente, provocando assim mudanças na bioquímica terrestre.


Mas ao longo do tempo, como será que ocorreu a diversificação para formar os grupos que conhecemos hoje em dia? Consideramos que no período Devoniano (416-359 milhões de anos), as plantas já possuíam raízes, folhas e sementes, e que, a maioria das plantas sobreviveram à extinção do Permiano-Triássico (maior extinção em massa, aproximadamente há 252 milhões de anos) e que esse fato permitiu a evolução das plantas com flor durante o período Triássico (200 milhões de anos) e crescimento em massa das mesmas durante o Cretáceo (145-66 milhões de anos) e o Terciário (65-2,6 milhões de anos).


Foi no período Terciário que tivemos o desenvolvimento das monocotiledôneas (aproximadamente há 40 milhões de anos), com novos mecanismos metabólicos (capacidade de sobreviver com pouco CO2 (composto essencial para a realização da fotossíntese), calor e aridez). Nesse período, mais especificadamente no Paleoceno (65-55 milhões de anos) haviam uma quantidade considerável de samambaias e as florestas tropicais eram mais densas. Já no Eoceno (56-34 milhões de anos), período de mudanças sazonais, houve uma diminuição das florestas e as palmeiras e gramíneas foram ganhando espaço. Em seguida, no Oligoceno (36-23 milhões de anos) ocorreu uma expansão das angiospermas por todo planeta e, nesse momento, as planícies e desertos se tornaram mais comuns.


Para terminar nossa conversa sobre o Terciário, temos o Mioceno em que foi observado uma co-evolução de gramíneas arenosas, fibrosas e tolerantes ao fogo. No Período Quaternário, por fim, constata-se a existência marcante de coníferas, musgos e angiospermas.


Muito legal ver como tudo – provavelmente – aconteceu aqui na Terra, né?! As coisas estão em constante mudança desde o surgimento do planeta e assim continuará! Esperamos vocês no próximo post (daqui 15 dias!), até lá 🙂


Isabella Aparecida Fonseca Bertoleti Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Botânica (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

REFERÊNCIAS

CARVALHO, I. S. Paleontologia – 3 volumes. 3. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2011. SUGUIU, K.; SUZUKI, U.


Evolução Geológica da Terra e a fragilidade da vida. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2010. Universidade Estadual do Rio de Janeiro – Período Quaternário – Disponível em <http://www.fgel.uerj.br/timescale/quaternario.html>.

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