Paleontologia: Animais Primitivos • Zoologia X Botânica

Atualizado: Jul 14

Oi, Biologuínhos! Quando o assunto é seres primitivos do Reino Animal, temos MUUITA coisa para falar! Há muito registro fóssil, principalmente de animais vertebrados e, na história da vida no nosso planeta, existiram muitos seres peculiares e interessantes. No post de hoje vamos falar um pouco sobre paleontologia, focando em alguns animais vertebrados pré-históricos que tem parentesco com os grupos existentes hoje para conseguirmos entender melhor a linhagem destes.


Começando pela origem dos vertebrados terrestres (falando brevemente, pois faremos um post só sobre isso futuramente rs), os anfíbios são os primeiros a “saírem da água”. Eles apareceram lá no finalzinho da era Paleozoica, no período Devoniano, e eram mais semelhantes às salamandras atuais, sendo seu possível ancestral algum peixe pulmonado de nadadeiras lobadas, podendo ser parecido com o peixe Tiktaallik róseae, que é considerado um animal de “transição” entre os peixes e os tetrápodes:

Bom, agora que tal falarmos um pouco sobre animais extintos que ficaram famosos na nossa indústria cinematográfica??? Quem nunca assistiu Jurassic Park ou os novos Jurassic World?! Esses filmes deixaram o nosso querido Tyrannosaurus Rex mais famoso do que nunca. Ele foi um dos primeiros dinossauros carnívoros a ter o fóssil completo e virou estrela dos filmes, nos quais ele é retratado como um grande caçador. Fora das telinhas, há muitos pesquisadores que apontam que o famoso T. rex não caçava ativamente, mas era carniceiro!!! Isso porque, além de seus braços pequenininhos, ele não corria tanto quanto os outros dinossauros caçadores, alcançando no máximo 40km/h, e também devido aos exemplares fósseis de seus dentes, muito afiados, perfeitos para triturar uma carcaça. Pelos fósseis é possível notar que ele possuía narinas bem desenvolvidas, podendo ser uma adaptação para ajudar a sentir o cheiro do animal morto. Há quem diga também que, devido ao seu tamanho, ele poderia assustar outros caçadores menores e “roubar” a presa deles, já morta.


Outro animal que também aparece em filmes é o Mosassauro, um grande réptil marinho, também retratado como um caçador gigante e feroz. Esse réptil pertence à ordem Squamata (répteis conhecidos popularmente como escamados), mesma dos lagartos e serpentes. Há uma característica muito legal em comum desse animal com as serpentes atuais que é a sua sínfise mandibular livre. Sínfises são articulações que permitem apenas micromovimentos, no caso dos animais citados, não há essa articulação na mandíbula, portanto há a possibilidade de realizar movimentos bem maiores, ajudando muito na hora de se alimentar de suas presas. Apesar dessa semelhança, não se sabe se esses animais possuem essa característica por realmente serem próximos evolutivamente (possuindo um ancestral em comum) ou se isso é uma convergência evolutiva (característica semelhante, porém com origens diferentes em cada grupo).

Fóssil de um monossauro. Podemos notar que sua sínfise mandibular é livre.

Esqueleto de uma serpente, mostrando sua sínfise mandibular livre.

Ainda na mesma época dos grandes répteis, houve o aparecimento das primeiras aves primitivas. Estas eram um pouco diferente do que conhecemos hoje, pois tinham uma pequena semelhança com seus parentes mais próximos, os dinossauros. Para quem não sabe, as aves são os únicos descendentes vivos dos dinossauros, seu possível ancestral é do grupo dos Terópodes (mesmo grupo do T. rex). Como exemplo de ave primitiva, temos a Archaeopteryx lithographica, que já foi por muito tempo considerada o “elo” entre os dinossauros e as aves modernas, pois é uma das mais antigas aves primitivas conhecidas. Apenas ao olhar uma imagem dela, podemos notar algumas diferenças das aves atuais: os dentes, as garras nos membros anteriores e a cauda óssea.

Archaeopteryx lithographica

Havia vários dinossauros que poderiam ser confundidos com aves por nós ao olharmos apenas uma imagem feita através da reconstrução de um fóssil, isso porque costumamos a olhar as penas como características exclusivas do grupo das aves e ainda relacionar a função delas com o voo. Atualmente, apenas o grupo das aves possui pena, mas lá na Era Mesozoica (era dos dinossauros e outros grandes répteis) existiam diversos dinossauros que possuíam penas, apesar de não voarem. As penas das aves não servem apenas para auxiliar no voo, elas servem principalmente para auxiliar na termorregulação (manter a temperatura do corpo, assim como os pelos dos mamíferos), o que nos leva a acreditar também que podem ter existido alguns dinossauros endotérmicos, diferente dos répteis atuais.


Antes de finalizarmos, precisamos falar sobre pelo menos algum animal que existiu junto a nossa espécie no passado. O Dodô é considerado uma das extinções mais conhecidas. Essa ave, da família dos pombos, habitava somente as Ilhas Maurício e foi conhecida pela nossa espécie por volta dos anos de 1600. Não foi muito tempo até ela ser extinta. Essa ave era pesada, não voava e não se assustava com os humanos, portanto era fácil de ser caçada. Há poucas descrições sobre estas e, por ser recente, não há formação de fósseis. Foi muito tempo até sua extinção ser comprovada e há quem achasse que a ave era apenas um mito!

Dodô

Interessante ver como os animais eram no passado, não é? Esperamos que vocês tenham gostado! Até o próximo post!


Barbara Mariah Chagas Teberga Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Zoologia (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)


REFERÊNCIAS

CARVALHO, I. S. Paleontologia – 3 volumes. 3. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2011. SUGUIU, K.; SUZUKI, U. Evolução Geológica da Terra e a fragilidade da vida. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2010.

BBC News – T. rex goes on trial

ESTEVES, Marcelo Garrone. Análise morfológica da sínfise mandibular no clado Squamata. 2010. 101 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Zoologia, Instituto de Biociências, Usp, São Paulo, 2010. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41133/tde-15082010-115548/pt-br.php. Acesso em: 09 mar. 2020.

Socientífica – Archaeopteryx: o “elo” entre os dinossauros e as aves modernas?

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