Grandes extinções • Zoologia X Botânica

Atualizado: Jul 14

Oi biologuínhos, tudo bom?! Hoje viemos trazer mais um post da nossa coluna Zoologia X Botânica e dessa vez estamos escrevendo juntinhas, então vocês só terão um post para ler! Considerando que a Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos, é muito errado achar que nesse período todo não houveram mudanças consideráveis tanto na fauna (animal), quanto na flora (vegetal), então hoje trataremos das grandes extinções, eventos que modificaram muito nosso planeta.


Quando pensamos em grandes extinções, aposto que na cabeça da maioria de nós vem o evento que extinguiu os dinossauros, os répteis que ficaram tão famosos, isso ocorreu lá no fim da era Mesozoica, no fim do período Cretáceo. Porém, houveram diversas outras extinções em massa no nosso planeta, que levaram consigo boa parte das espécies existentes, fazendo com que, cerca de 90% dos organismos que um dia existiram fossem extintos.


A primeira que iremos comentar é a Ordoviciano-Siluriano (420 milhões de anos atrás), que levou cerca de 60% das espécies ao desaparecimento. A causa provável foi um curto período de glaciação. Como isso foi lá na Era Paleozoica, a maioria da vida animal ainda se encontrava na água.

Esse período de glaciação provavelmente fez com que parte da água do planeta congelasse, causando uma queda no nível do mar. Isso fez com que principalmente os invertebrados sofressem. Infelizmente, para plantas não temos muitos registros sobre esse evento.


Uma das grandes extinções que vamos citar aqui é a extinção do período Devoniano que ocorreu na fase final deste (377-362 milhões de anos atrás). Quando observamos a situação da flora, isto é, do Reino Vegetal e também de seres fotossintetizantes, temos a informação de que aproximadamente 90% do fitoplâncton (conjunto de organismos microscópicos que realizam fotossíntese e vivem na coluna d’água) foi afetado. Além disso, ocorreu uma diminuição considerável da vegetação terrestre. Quando falamos do grupo dos animais, essa extinção afetou principalmente os animais marinhos, dentre eles o grupo dos invertebrados e alguns peixes primitivos.


Agora falaremos da maior extinção de todas: a Permiano-Triássico (252 milhões de anos atrás)! Logo no finalzinho da Era Paleozoica, houve essa extinção que atingiu mais de 90% de todas as espécies existentes. Ninguém sabe exatamente o que causou todo esse estrago, há cientistas que falam que foi por conta da queda de asteroides, mas a teoria mais aceita é a de erupções vulcânicas em massa ocorrendo ao mesmo tempo. Essas erupções liberavam gases como o gás carbônico (CO2) e o dióxido de enxofre (SO2), alterando a temperatura do planeta e diminuindo a concentração de oxigênio. Com o efeito estufa agravado, a temperatura do planeta mais alta, causou a morte da maior parte das plantas e dos plânctons, afetando toda a cadeia alimentar e o solo.


Os trilobitas, animais que marcaram o começo da era por seus fósseis abundantes, foram oficialmente extintos, boa parte dos insetos morreu, junto com alguns vertebrados como peixeis, tubarões, répteis. Já a situação de plantas terrestres desse momento é complicada por falta de registro geológico e, por esse motivo, foram estudados o pólen e os esporos. Com isso, foi observado a mudança tanto da abundância, quanto da diversidade de plantas, provocando o desaparecimento das florestas. Gimnospermas, que formavam densas florestas antes do evento, e samambaias da época declinavam em velocidade máxima, licófitas ocuparam o espaço. Os impactos dessa extinção foram muito grandes para o Reino Vegetal (por exemplo, demorou cerca de 4-5 milhões de anos para que as florestas de gimnospermas fossem recuperadas), assim como foi para o Animal.


Essa é a mais famosa, que levou consigo todos os dinossauros, menos os que deram origem às aves: a extinção Cretáceo-Paleogeno, também conhecida como K-T ou K-Pg (65,5 milhões de anos atrás). Causada provavelmente pelo impacto de um grande asteroide, de aproximadamente mais de 10km de diâmetro, que deixou uma imensa cratera onde hoje é a península de Iucatã, no México. Não foi apenas o impacto que causou a extinção em massa, o asteroide desencadeou uma série de desastres ecológicos, além de ter levantado poeira o suficiente para impedir que a luz solar passasse, assim matando os seres fotossintetizantes, que dependiam a luz, levando consigo o resto da cadeia alimentar, o impacto causou uma série de incêndios e a liberação de muito gás carbônico, ocorrendo uma reação em cascata que lembra à da extinção do permiano, com o aumento da temperatural global por conta do efeito estufa. Houve também a formação de ácido nítrico na atmosfera, causando períodos de chuva ácida.

Mesmo sendo um evento drástico, houve variabilidade na taxa de extinção, ou seja, nenhum grupo vegetal sofreu muito mais que outro, inclusive as angiospermas que surgiram no período Cretáceo. Cerca de 70% a 80% das espécies foram extintas, restando apenas pequenos animais, como os pequenos mamíferos de hábitos noturnos, que antes viviam se escondendo dos grandes répteis.

Incrível ver como nosso planeta já agrupou diversas formas de vida (você já parou para pensar que vive no mesmo lugar em que dinossauros viveram? :O) e que todas essas mudanças fazem parte do ciclo da natureza: espécies são extintas, espécies surgem, fenômenos naturais ocorrem e modificam nosso planeta Terra. Há estudos mostrando que talvez a próxima grande extinção já esteja acontecendo, causada por nós, humanos. E aí, o que vocês acham? Esperamos muito que vocês tenham gostado do conteúdo de hoje, nos vemos em breve 😉


Barbara Mariah Chagas Teberga Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Zoologia (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)


Isabella Aparecida Fonseca Bertoleti Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Botânica (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)


Referência:

BENTON, M. J. Vertebrate palaeontology. 3. ed. Australia: Blackwell Publishing, 2005.

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