Florescimento X Puberdade • Zoologia X Botânica

Oi biologuínhos, tudo certo por aí? No post de hoje resolvemos trazer um assunto que nunca vimos ser relacionado, mas que podemos sim traçar relações: o florescimento e a puberdade.


Bom, se você já estudou a estrutura floral em algum momento de sua vida escolar, certamente você se deparou com a informação de que a flor é o órgão reprodutivo das angiospermas, apresentando em si os gametas que, posteriormente, darão origem a uma nova planta. A partir desse raciocínio, temos que a puberdade é o período em que se inicia a maturação sexual, ou seja, ocorrem mudanças fisiológicas e anatômicas para que o indivíduo esteja apto a se reproduzir. Logo conseguimos já ter um ponto semelhante entre esses termos: sua relação com a fase reprodutiva do organismo, seja ele vegetal ou animal.

A puberdade é um termo utilizado apenas com nós, humanos. Em geral, nos animais nós chamamos apenas de maturação sexual mesmo, sendo que o fim desta marca o início da idade adulta. Geralmente, a fase juvenil dos animais é a fase em que ele ainda não consegue se reproduzir; já a fase adulta é a fase reprodutiva. Ao contrário de nós, que quando atingimos a puberdade estamos entrando no período conhecido como “adolescência”.


Antes da maturação sexual, os animais não costumam apresentarem dimorfismo sexual muito evidente. Isso ocorre justamente por eles ainda não estarem em sua fase reprodutiva. Quando já estão prontos para se reproduzirem, algumas características costumam se destacar, geralmente alguns “atrativos” para que ocorra a seleção sexual. Como exemplo, temos os galos que, quando pequenos, ninguém consegue diferenciar das fêmeas e, quando se tornam maduros sexualmente, ocorre a muda de penas, o aparecimento da crista, mudança das cores e o canto; características que os diferem das fêmeas. Lembrando que ainda sim é possível determinar o sexo desses bichinhos quando pequenos, só não há tantas características aparentes quanto há depois da maturação sexual.


Trazendo o foco rapidamente para nossas queridas plantinhas, temos que a floração não é somente um acontecimento rápido, e sim um processo. Esse processo é longo e conta com a evocação floral, isto é, a transformação da gema apical caulinar ou axilar em gema floral, tendo com estímulos diversos sinais ambientais (como o fototropismo que configura a relação relativa de horas de luz e horas de escuro de um dia) e genéticos (ainda que existam plantas que não se importam muito com os sinais ambientais e floresçam de qualquer maneira). E aí temos uma das primeiras diferenças entre o florescimento e a puberdade: enquanto que o florescimento é muito mais comum quando estimulado por fatores externos (ambientais), a puberdade já depende mais de uma questão interna, envolvendo principalmente os hormônios.


Mas o que ocorre no final do processo de floração que é comum à puberdade? Após ocorrer esses processos, o organismo está pronto para se reproduzir. Mudanças morfológicas ocorreram, por exemplo, a planta forma a estrutura floral que se divide em corola, cálice, gineceu (parte feminina) e androceu (parte masculina) e está pronta para que seus gametas sejam polinizados e gerem novas plantas.


Os seres vivos, no geral, parecem ter um “reloginho” em seu interior, com o data e hora certinhos para iniciar seus processos. E é isso que ocorre com os animais. A liberação dos hormônios que atuam na maturação sexual ocorre em maior quantidade quando o animal chega a determinada fase da vida. Em nós, a puberdade se inicia a partir da ativação de uma região específica do nosso cérebro, o hipotálamo, que vai estimular a produção de hormônios específicos. Cada hormônio vai atuar em um lugar, provocando as alterações no corpo que conhecemos e também, no nosso metabolismo.


Bom, agora com os assuntos devidamente comparados, nos despedimos e pedimos que vocês continuem se cuidando e acompanhando nossa coluna: adoramos ter vocês por aqui! Até a próxima!

Isabella Aparecida Fonseca Bertoleti Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Botânica (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

Barbara Mariah Chagas Teberga Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Zoologia (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

Referências: Taiz, L; Zeiger, E. Fisiologia vegetal. 5. ed., Artmed, 2013. 918p.

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