Fisiologia do Desenvolvimento Vegetal: Floração

Atualizado: Jul 14

É um processo em que ocorre a evocação floral: gema apical caulinar/axilar se transforma em uma gema floral em resposta à estímulos ambientais e genéticos.


O primeiro passo quando falamos de floração é a competência: a gema apical caulinar/axilar vence a fase juvenil (não há competência genética para desenvolver verticilos) e já está pronta para desenvolver os 4 verticilos florais: corola, cálice, gineceu e androceu. Essa fase é denominada de gema adulta vegetativa que, logo em seguida, se transforma em gema adulta reprodutiva, momento em que a planta já pode florescer.


O fator ambiental mais importante para que ocorra o florescimento da maioria das plantas é o fotoperíodo (relação relativa de horas de luz e horas de escuro em 24 horas). Toda região apresenta determinado fotoperíodo, tal qual cada planta apresenta um fotoperíodo crítico, ou seja, o ideal para ela. Existem 3 tipos de plantas:

-Plantas de dias neutros ou indiferentes (PDN ou PDI): florescimento independente do fotoperíodo (só respondem à estímulos internos);

-Plantas de dias curtos (PDC): responde ao fotoperíodo inferior ao seu fotoperíodo crítico;

-Plantas de dias longos (PDL): responde ao fotoperíodo superior ao seu fotoperíodo crítico.


As plantas PDC podem sofrer com a fase escura do fotoperíodo interrompida (por um flash de luz, por exemplo), podendo só florescer um ano depois. Já as PDL não interrompem seu florescimento pela interrupção da fase escura.


O responsável por perceber e receber a luz é o fitocromo vermelho que, ao ser estimulado pela luminosidade, ativa o fitocromo vermelho extremo que promove a liberação de hormônios que atuam no florescimento.


Sabe-se que existe uma substância que promove o florescimento, que até hoje é denominado florígeno, mas que ainda não se tem muita informação sobre. Algumas PDL tem como florígeno a giberilina, enquanto anacardiaceae e bromeliaceae tem o etileno.


Algumas PDL precisam passar pela vernalização (frio para florescer, menos de 10ºC) na fase de semente ou jovem, antes de ser expostas ao fotoperíodo.

Referências: Aulas da Professora de Fisiologia Vegetal da Universidade de Taubaté (UNITAU): Ana Almeida; Taiz, L.; Zeiger, E. Fisiologia vegetal. 5. ed., Artmed, 2013. 918 p.

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