Fisiologia do Desenvolvimento Vegetal: Etileno e ácido abscísico (ABA)

Atualizado: Jul 14

ETILENO

•Hormônio gasoso (C2H4); •Sintetizados em todas as partes da planta; •Responsável pela senescência do fruto (caracterizado por mudanças bioquímicas em cor, odor, sabor e textura); •Produzido em situações de estresses; •Transporte via simples evolução (difusão celular); •Frutos climatéricos são sensíveis ao etileno; •Aumento da taxa de senescência das flores; •Abscisão (queda) das folhas (forma-se a camada de abscisão na base foliar); •Floração e uniformização de bromeliaceae e anacardiaceae ;

Sua produção ocorre a partir de um desvio do ciclo da metionina:

Produção de etileno em resposta ao estresse (mecânico, físico, químico e biológico) que acelera a ACC sintase e altas concentrações de auxina.

A inibição ocorre por conta do frio, ácido salicílico, altos níveis de CO2 e baixos níveis de O2 (tendo em vista que a ACC oxidase necessita de O2 para produzir etileno). Os inibidores da ligação “hormônio-receptor” são: CO2, baixos níveis de O2 e tiossulfato de prata.


-Papel fisiológico O receptor para o etileno encontra-se na membrana plasmática, e, ao ocorrer a ligação “hormônio-receptor”, a permeabilidade seletiva da membrana é alterada. Em seguida, ocorre um aumento da produção de enzimas hidrolíticas/ de lise, sendo elas: •Clorofilase (quebra de clorofila) •Celulase (quebra de celulose) •Poligalacturonase (quebra de hemicelulose) •Pectinametilesterase (quebra de hemicelulose) •Fenilalanina amônio-liase (quebra de hemicelulose) •ACC sintase •Piruvato desidrogenase


ÁCIDO ABSCÍSICO (ABA) •Dormência de gemas axilares em plantas de clima frio; •Abscisão; •Regulador no estresse hídrico (promove fechamento do estômato); •Permite que a planta suporte períodos frios e excesso de sais; •Regulador da germinação de sementes (evita a viviparidade); Se apresentam de 3 formas: – (S)-cis-ABA: resposta ao estresse hídrico, impede germinação do fruto, inicia a senescência – (R)-cis-ABA: inativa, pode ser convertida em (S)-cis-ABA – (S)-2-trans-ABA: inativa, pode ser convertida em (S)-cis-ABA •Antagonista das giberilinas, auxinas e citocininas (menor crescimento, logo precisa de menos água);

-Papel fisiológico RESPOSTA AO DÉFICIT HÍDRICO (PLANTAS C4) O potencial hídrico da raiz diminui, fazendo com que a mesma produza ABA. O ABA é transportado pelo xilema até a folha e, em sequência, diminui o pH do mesofilo (o normal é por volta de 6,3 e, após a ação do ABA, fica em 7,2). O pH baixo permite o fechamento do estômato, possibilitando a economia de água.

Referências: Aulas da Professora de Fisiologia Vegetal da Universidade de Taubaté (UNITAU): Ana Almeida; Taiz, L.; Zeiger, E. Fisiologia vegetal. 5. ed., Artmed, 2013. 918 p.

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