Estude para o mestrado comigo: Sistemática- a Ciência da diversidade biológica

Taxonomia: identificação e atribuição de nomes e classificação das espécies.


SISTEMA DE NOMENCLATURA BINOMIAL (Linnaeus,1753)

•Nome em destaque (itálico ou sublinhado);

•Primeiro nome é o gênero (primeira letra maiúscula, as seguintes minúsculas);

•Segundo nome é o epípeto específico que é todo minúsculo;

•Cada espécie tem um espécimen tipo que é um exemplar seco mantido em museu ou herbário que é designado pela pessoa que descreveu a espécie, servindo como um referencial para comparação;

•Certas espécies podem ser classificadas também com subespécies e/ou variedades (alguns pesquisadores descrevem como categorias iguais);

Exemplos: Zea mays | Prunus persica var. persica


CATEGORIAS TAXONÔMICAS

•Domínios (Bactéria, Archea e Eukarya – Archea e Eukarya inclusive se apresentam com uma via evolutiva comum);

•Reinos (Monera, Protista, Fungi, Vegetal e Animal);

•Filo ou divisão – Classe – Ordem – Família – Gênero – Espécie;


CLASSIFICAÇÃO

•Após os estudos de Darwin, as semelhanças dos organismos passaram a ser observadas com um viés evolutivo, estudo chamado como "filogenética" (usando árvores filogenéticas/cladoogramas para exemplificar as relações entre os indivíduos);

•Cada táxon é, em condições ideais, monofilético (descendentes de uma única espécie anscestral);

•Identificação de grupos monofiléticos por apresentarem atributos únicos chamados de estados de caracteres derivados compartilhados;

Parafilético: táxons que excluem um ou mais descendentes de um ancestral comum;

Polifilético: descendentes de mais de uma linha ancestral;

Caracteres homólogos: origem comum mas não necessariamente uma função comum;

Caracteres análogos: origem diferente e função comum;

•O método tradicional de classificação é baseado em morfologia/anatomia externa;

•O método clássico é baseado em filogenia (buscando a relação entre os organismos, formando um cladograma com hipóteses de sequências de ramificações);

Princípio da parcimônia: um cladograma deve ser construído de modo mais simples e eficiente para melhor visualização da relação entre os organismos;


SISTEMÁTICA MOLECULAR

• Compara organismos pelo gene, sequência de aminoácidos em proteínas e nucleotídeos nos ácidos nucleicos;

• A comparação de sequências de aminoácidos serve como um relógio molecular (mostra a velocidade que a proteína compartilhada por vários táxons se modificou ao longo do tempo, indicando, aproximadamente, quando se divergiram a partir de um ancestral comum);

• Esses estudos moleculares indicam que organismos procariotos e eucariotos compartilharam um ancestral comum há 2 bilhões de anos;


ORIGEM DOS EUCARIOTOS

•Endossimbiose em série;

•Célula hospedeira provavelmente era uma heterótrofa e sem parede celular;

•Membranas intracelulares formadas a partir da membrana plasmática e gradualmente formaram os compartimentos celulares e o núcleo;


REINO PROTISTA

•Protozoários (heterótrofos) e algas (autótrofas);

•Reprodução por divisão celular e por processo sexuado;

•Mobilidade por flagelos, cílios, movimentos amebóides ou, até mesmo, se mostram como organismos fixos;

•Reino parafilético, constituído por um conjunto heterogêneo de eucariotos uni e pluricelulares;


REINO FUNGI

•Filamentosos, imóveis, sem plastídeos e sem pigmentos fotossintetizantes;

•Absorvem nutrientes de organismos vivos e mortos;

•Parede celular com quitina;

•Reprodução por processos sexuados e assexuados;


REINO VEGETAL

•3 filos de briófitas (musgos, hepáticas e antóceros) e 9 filos de plantas vasculares;

•Organismos fotossintetizantes adaptados à vida terrestre;

•Seus ancestrais eram algas verdes especializadas;

•Multicelulares com presença de parede (celulose) e vacúolos;

•Autótrofas (grande maioria) mas uma minoria heterótrofa existe;

•Reprodução sexuada com ciclos de alternância de gerações diploide e haploide;


REINO ANIMAL

•Multicelulares, células sem parede, sem plastídios e sem pigmentos fotossintetizantes;

•Nutrição por ingestão, absorção;

•Maior nível de complexidade de organização e diferenciação de tecidos;

•Mobilidade por fibrilas contráteis;

•Reprodução predominantemente sexuada;



Raven, P.H. Evert, R.F., Eichhorn, S.E. Biologia vegetal. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara

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