Estude comigo para o Mestrado: O processo de evolução

Oi biologuínhos, tudo bem? No estudo de hoje, abordarei alguns conceitos básicos de evolução para conseguirmos unir mais alguns pontos que são importantes para nosso entendimento da botânica e dos seres vivos como um todo, vamos lá?!


Quando falamos em meio ambiente e evolução, temos que nos lembrar, principalmente, da teoria defendida por Charles Darwin, que nos trouxe a ideia de que a determinação de quais indivíduos irão sobreviver e se reproduzir parte da interação do organismo com o meio em que vive e, principalmente, de uma ação exercida pelo meio em que variações que são mais adequadas para determinadas condições presentes no mesmo são selecionadas, isto é, sobrevivem e geram descendentes. Essa ideia nada mais é que a "seleção natural", defendida por Darwin e que pode ser comparada à seleção que nós, humanos, fazemos para o melhoramento de vegetais, por exemplo, sendo na seleção natural a ação do homem substituída pela ação do meio.


Você pode estar pensando "mas como Darwin, em 1859, conseguiu chegar numa conclusão tão precisa?" e a realidade é que a teoria, até então, apresentava alguns pontos fracos que só foram solucionados com o desenvolvimento da genética. Um dos pontos fracos era sobre como essas variações ocorrem entre indivíduos de uma mesma espécie/população, posteriormente explicado que pode ser gerada de diversas formas como por mutações (que são mudanças que ocorrem ao acaso e que são herdáveis), fluxo gênico (que é o resultado da imigração e emigração de indivíduos no período reprodutivo, podendo promover uma mudança na frequência de alelos presentes na região ou, até mesmo, introduzir novos), deriva genética (pequenas mudanças que ocorrem, principalmente, em pequenas populações), efeito fundador (uma população pequena coloniza uma nova região, levando (ou não) apenas alguns alelos presentes na população de origem) e efeito de afunilamento (quando o número de indivíduos reduz por um evento (como terremoto, queimada) e, assim, alguns alelos podem ser eliminados e outros super-representados). Além disso, haviam dúvidas sobre a hereditariedade que foi explicada alguns tempo depois por Mendel. Precisamos levar em consideração que a meiose, já estudada por aqui, tem uma enorme importância para a variabilidade genética, promovendo a mesma por meio da segregação independente (lembrando sempre que heterozigotos configuram uma maior variabilidade de descendentes), pelo crossing-over (ou permutação) e pela recombinação de dois genótipos parentais quando há fertilização.


VALOR ADAPTATIVO

Número relativo de descendentes que são capazes de sobreviver (alelos serão passados para as próximas gerações).


LEI DE HARDY-WEINBERG

Essa lei afirma que


" [...] as proporções ou frequências dos alelos e genótipos no conjunto gênico de uma população permanecem constantes, ou em equilíbrio, de geração para geração, a menos que sobre ela atuem outros agentes que não a reprodução sexuada" (RAVEN, 2007)


Logo, por uma conclusão básica, podemos entender que para que a evolução ocorra, a frequência de alelos/genótipos tem que desviar da lei de Hardy-Weinberg.


CO-EVOLUÇÃO

Populações de duas ou mais linhagens interagem de forma muito íntima e, dessa forma, uma exerce pressão seletiva sobre a outra e ambas se adaptam.


ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA

Quando há formação de espécie por isolamento geográfico.


ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA

Quando há formação de espécie por isolamento reprodutivo (pré-zigótico (impede a formação do zigoto) ou pós-zigóticos (impedem ou limitam a troca gênica mesmo depois que o zigoto já foi formado)), sem isolamento geográfico.


EVOLUÇÃO CONVERGENTE

Sem ancestral comum e os órgãos são análogos (não possuem a mesma origem embrionária e sim a mesma pressão de seleção). Como exemplo podemos citar a asa do inseto (constituída quitina) e a asa da ave (constituído de ossos e penas), pois ambos servem para o voo mas, visivelmente, não possuem o mesmo ancestral.


EVOLUÇÃO DIVERGENTE

Com ancestral comum e os órgãos são homólogos (possuem a mesma origem embrionária e podem ou não ter sofrido a mesma pressão de seleção, ou seja, ter a mesma função). Como exemplo podemos citar o braço humano e a pata do cavalo.


GRADUALISMO

Mesmos processos responsáveis pela evolução das espécies podem, ao longo do tempo, dar origem a gêneros e outras categorias taxonômicas superiores.


EQUILÍBRIO PONTUADO

Novas espécies são formadas durante explosões de rápidas especiações em populações pequenas e isoladas, eliminando muitas daquelas já existentes.



Raven, P.H. Evert, R.F., Eichhorn, S.E. Biologia vegetal. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara

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