Ecologia de Ecossistemas: Ciclos e fluxos

Atualizado: Jul 14

Oi biologuínhos, tudo bom? Vamos de mais uma dose de Ecologia de Ecossistemas?!

É basicamente impossível imaginar que num ecossistema, isto é, num ambiente repleto de vida, seja tudo estático, parado. A todo tempo temos ciclos e fluxos acontecendo que permitem a permanência da vida no planeta Terra.


Quando falamos em fluxo é necessário relembrarmos que o sol promove a energia necessária para o funcionamento de todo o ecossistema (sendo considerada uma energia unidirecional, já que entra no sistema, gera mudanças e a energia degradada sai em forma

de calor).


Acredito que o ciclo mais marcante para todos nós seja o da água, afinal conseguimos de fato ver muitas fases dele com nossos próprios olhos! Vamos entender esse ciclo lindo de uma forma mais detalhada?!


CICLO DA ÁGUA

Ciclo da água

Temos muitos detalhes nessa imagem e realmente temos muitos possíveis caminhos dentro do ciclo da água, mas se formos definir de fato o processo podemos tentar resumí-lo como:

Ufa, muita coisa né?! Mas pode relaxar: esse é o maior ciclo que falaremos aqui (ou melhor, o que mais detalhamos) e os próximos são bem simples de entender. Para facilitar seu entendimento do assunto, sugiro que ouça o podcast Mibio (é de uma amiga de faculdade extremamente competente e que eu confio 100% para indicar para vocês). Ela tem um episódio para o ciclo da água que faz tudo ficar muuuuuito mais simples de compreender.


CICLO DO CARBONO

O gás carbônico (também conhecido como dióxido de carbono), que naturalmente é proveniente de erupções vulcânicas e queima de carbono fóssil (como o petróleo), em parte é sequestrado pelas plantas que irão realizar fotossíntese e em parte ficará em nosso ar, entrando e saindo dos animais por trocas gasosas.

Ciclo do carbono

É importantíssimo destacar que o ser humano altera diretamente o ciclo do carbono: ao desmatar, a taxa fotossintética diminui consideravelmente (diminuindo o sequestro de carbono e, assim, aumentando a concentração do gás na atmosfera). Como se isso não fosse suficiente, o homem aumenta a queima de combustível fóssil, elevando novamente os níveis de dióxido de carbono na atmosfera.


CICLO DO NITROGÊNIO

Que temos nitrogênio no ar nós já sabemos, porém esse nitrogênio não está diretamente disponível para as plantas. Ao mesmo tempo, o nitrogênio é completamente necessário para o desenvolvimento da planta (que é a base da cadeia alimentar). Logo, a questão é resolvida a partir de bactérias: elas são responsáveis por nitrificar (tornar disponível para as plantas absorverem) e desnitrificar (liberar novamente para atmosfera) o nitrogênio.

Ciclo do nitrogênio

CICLO DO FÓSFORO

Temos duas formas do ciclo do fósforo: o rápido e o lento. O ciclo rápido é com a rocha fosfatada que sofre erosão e decomposição, liberando o elemento para plantas e bactérias. Já o ciclo lento ocorre com o fósforo dissolvido que deve sofrer sedimentação e, posteriormente, resuspensão por processos biológicos e físicos.

Ciclo do fósforo

CICLO DO ENXOFRE

O enxofre mineral sofre lixiviação e erosão, fixa na argila realizando trocas catiônicas e, após isso, é liberado para absorção.

Ciclo do enxofre

CICLO DO POTÁSSIO

Potássio mineral é liberado para planta (erosão) e com a decomposição das mesmas, retorna para o solo.

Ciclo do potássio

Referência: Aulas do Professor de Ecologia de Ecossistemas da Universidade de Taubaté (UNITAU): Cecilia Toledo;

0 visualização
Siga o Bertobio!
  • Facebook - White Circle
  • YouTube - White Circle
  • Instagram - White Circle

Nos encontre também no Instagram!

@biologiaparaavida
  • Instagram - White Circle
  • YouTube - Círculo Branco
  • Facebook - Círculo Branco