Ecologia de Ecossistemas: Biomas ao longo dos anos, forças que direcionam mudanças, heterogeneidade

Atualizado: Jul 14

Oi biologuínhos, tudo bem? Hoje vim trazer nosso segundo post de Ecologia de Ecossistemas e em breve teremos vídeo lá no nosso canal do Youtube, então se inscreve por lá para receber notificação assim que o vídeo sair! Bom, agora que estamos de quarentena, nossos professores da Universidade estão se dedicando ao máximo para manter nosso conteúdo programado para o semestre, logo continuarei trazendo os posts por aqui! Vamos lá?!


BIOMAS AO LONGO DOS ANOS Bom, nosso post vai ser dividido em 3 momentos, assim como foi separado pela minha professora. Inicialmente, vamos entender como ocorreu a vida e os biomas ao longo da história do Planeta Terra.


Pré-cambriano momento em que as bactérias (seres procariontes) surgiram e começaram a produzir um pouco de oxigênio para a atmosfera.


Cambriano sem vida em terras emersas, porém presença de mariscos nos oceanos.


Ordoviciano primeiros vertebrados surgiram na água e o Saara passava por uma fase glacial.


Siluriano primeiras plantas terrestres, peixes com mandíbula e peixes de água doce.


Devoniano primeiros insetos e anfíbios, samambaias e musgos eram grandes como árvores.


Carbonífero primeiros répteis.


Permiano coníferas substituem as grandes samambaias, período com muitos desertos.


Triássico primeiros mamíferos, propagação de sementes.


Jurássico dinossauros.


Cretáceo extinção dos dinossauros, primeiras plantas com flores.


Terciário primeiros grandes mamíferos, ascensão das aves.


Quaternário muitos mamíferos extintos, evolução dos humanos.


A evolução das camadas do solo e da atmosfera permitiu a presença de vida nas terras emersas. A sucessão das biotas ocorreu em função das mudanças globais.


FORÇAS QUE DIRECIONAM MUDANÇAS NOS BIOMAS A principal e maior força que direciona as mudanças nos biomas é o clima.

Sabemos que, graças à posição da Terra em relação ao Sol, a energia solar não atinge integralmente a superfície do planeta (sazonalidade: relação da órbita da Terra em torno do Sol, sendo um fenômeno astronômico). Boa parte da radiação emitida pelo Sol permanece na estratosfera.


Quando pensamos no sol, somos induzidos a imaginar que somente ele emite calor, certo?! De fato, o sol envia calor (raios infravermelhos – IR), mas temos que considerar que a Terra emite mais calor ainda, fazendo com que os gases do efeito estufa absorvam o calor e determinem a temperatura.


A luz solar interage com cada componente da superfície terrestre em graus diferentes. Quando falamos em calor é comum usarmos termos como calor latente e calor sensível, mas o que esses termos realmente significam?


Calor latente é o calor que o sol transfere para a água, dos oceanos por exemplo, promovendo a evaporação e a precipitação também. Já o calor sensível é o termo que referencia a absorção de calor por componentes como areia, rochas, etc.


Uma coisa é fato: a linha do Equador é a região terrestre que recebe mais radiação mas também perde muito calor. Quanto maior a latitude, menor a radiação que recebe.


Quem promove o fluxo de massas de ar no planeta também é a temperatura, então vamos falar um pouquinho sobre célula de hadley, célula de ferrel e célula polar. A Célula de Hadley representa o ar que circula em direção à Linha do Equador (em baixas altitudes) e volta para os trópicos (em elevadas altitudes). Já na Célula de Ferrel, o ar se movimenta em direção aos polos, é resfriado e volta para as faixas tropicais. Finalmente, a Célula Polar representa o ar que se desloca dos polos em direção aos trópicos e depois retornam para seu local de origem. Toda essa dinâmica promove o equilíbrio térmico da Terra.

Quando falamos de clima, não podemos ignorar dois fenômenos importantíssimos que ocorrem na Terra: El Niño e La Niña. O El Niño ocorre graças ao aumento anormal da temperatura das águas do Pacífico na costa litorânea do Peru, produzindo massas de ar quentes e úmidas que promovem chuvas/ aumentam a umidade da América do Sul e diminuem na Ásia. La Niña é o oposto: o resfriamento de águas do Pacífico provoca uma maior umidade na Ásia, e uma menor na América do Sul.


HETEROGENEIDADE E HOMOGENEIDADE

Quando falamos sobre a dinâmica do Planeta Terra temos muita heterogeneidade. Por exemplo, fenômenos já citados como El Niño, La Niña, perda de calor sensível, calor latente e sazonalidade não ocorrem uniformemente e, dessa forma, promovem heterogeneidade ambiental.


Definindo bioma, é uma área do planeta que pode ser classificada de acordo com as plantas e animais que nela vivem, regiões discretas (que podemos identificar no mapa) com características homogêneas. Logo, os grandes biomas terrestres podem ser divididos segundo as características de temperatura e precipitação de uma região:


Floresta tropical quente e úmida. HOTSPOT DE BIODIVERSIDADE


Tundra deserto frio, pouca precipitação (neve), gramíneas.


Deserto temperatura variável, seca, formam cinturão entre trópicos.


Floresta temperada quente, pouca chuva, 4 estações definidas.


Floresta boreal baixa temperatura e precipitação, uniformidade e muita neve.


Floresta temperada úmida quente e mais úmida que a temperada.


Savana pouca chuva, variação de temperatura, gramíneas e arbustos.


Floresta subtropical seca árvores perdem folha em período de seca.

Referência: Aulas do Professor de Ecologia de Ecossistemas da Universidade de Taubaté (UNITAU): Cecilia Toledo;

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