Defesa vegetal • Zoologia X Botânica

Atualizado: Jul 15

Oi biologuínhos, tudo bem?! Voltamos para outro post da nossa amada coluna Zoologia X Botânica e não, você não leu errado: hoje iremos falar sobre defesa vegetal! Ah, e é claro, esperamos que vocês estejam MUITO bem e se cuidando, na medida do possível!


Mas isa, você está querendo nos dizer que as plantas, seres vivos que não se mexem e estão vulneráveis apresentam defesa?


Exatamente! As plantas não são tão indefesas como vocês pensam. Apesar de não conseguir sair correndo para fugir de um predador, elas apresentam diversos tipos de defesa contra estresses bióticos (doenças e herbívoros) e abióticos (seca, falta de nutrientes…).


Um tipo de defesa bem visível para nós são os tricomas: também chamados de “pêlos”, representam um dos anexos epidérmicos dos vegetais, o qual já comentamos no post anterior. Os tricomas, assim como os acúleos (muitas vezes chamados de espinhos), atuam dificultando o acesso dos herbívoros aos tecidos vegetais, protegendo a planta de tal predação.


Além disso, o desenvolvimento de sementes cada vez mais resistentes garantiu que a planta disperse sua espécie da forma mais segura possível, dificultando a predação por herbívoros.


Sabemos que algumas plantas apresentam substâncias tóxicas em suas folhas ou caules que, inclusive, podem causar efeitos em nós, seres humanos. Uma plantinha muito conhecida que apresenta esse mecanismo é a “comigo-ninguém-pode” (Dieffenbachia Amoena), que oferece riscos para nós pois pode causar reações alérgicas que, dependendo do grau, traz efeitos irreversíveis.

Comigo-ninguém-pode

Uma coisa é fato: as plantas respondem com toxinas na mesma proporção que são atacadas por herbívoros. Isto é, quanto mais aquela planta sofre a predação de animais, mais ela vai produzir toxinas (que inclusive se tornam cada vez mais concentradas e variadas).


Podemos dizer que é uma constante adaptação: as plantas respondem aos ataques e, os herbívoros, por sua vez, se especializam à determinada espécie de planta cuja toxina não os traga muitos malefícios.


Agora uma novidade: você sabia que as plantas reconhecem cada tipo de inseto que está atacando e consegue, dessa forma, produzir substâncias específicas para atrair inimigos naturais desse inseto e, assim, se livrar do predador? Isso ocorre pois cada inseto apresenta um tipo de molécula em sua saliva que vai variar de acordo com seu aparelho bucal. Incrível, né?!


Inclusive, muitos estudos de biotecnologia visam produzir plantas transgênicas que são capazes de se defender, mais especificamente e de forma mais eficaz, de determinados patógenos, herbívoros ou variações do ambiente em que vivem.


Bom, a defesa de plantas realmente tem sido uma área muito estudada e com inúmeros detalhes, masssss hoje ficaremos por aqui! Espero que vocês tenham gostado e não se esqueçam de conferir o post da Barbara sobre a defesa de animais! Continuem se cuidando e até a próxima <3


Isabella Aparecida Fonseca Bertoleti Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Botânica (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

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