Adaptações reprodutivas em vegetais • Zoologia X Botânica

Atualizado: Jul 15

Oi biologuinhos, tudo bem? Esperamos que sim, principalmente com muita saúde! Você piscou e já tem post novo de Zoologia X Botânica por aqui. Hoje vamos falar de reprodução a partir de um olhar um pouco mais evolutivo, bora começar!


Bom, como vocês sabem, aqui comigo vocês vão estudar um pouquinho de botânica e para facilitar nosso estudo vou considerar 4 grupos que iremos citar: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. São grupos bem conhecidos, mas que, muitas vezes ao estuda-los separadamente não percebemos a escala evolutiva e as adaptações que foram acontecendo ao longo do tempo.


Vamos iniciar com as briófitas, popularmente chamadas de “musgos”. Eu, particularmente, sou muito fã desse grupo pela sua beleza (se um dia vocês tiverem a oportunidade de observar um musgo em um estereomicroscópio posso apostar que vai ter a mesma opinião que eu: parece uma mini floresta lindíssima e verdinha) mas preciso admitir que quando falamos de adaptações reprodutivas, as briófitas são bem limitadas.


São plantas dioicas, isto é, os sexos são separados e temos o masculino e o feminino. O gametângio (órgão em que são produzidos os gametas de uma planta) masculino é denominado como anterídeo, sendo responsável pela produção de anterozoides (gametas masculinos). Já o gametângio feminino é chamado de “arquegônio”, sendo responsável pela produção de oosferas (gametas femininos). O gameta masculino precisa chegar até o feminino para que haja fecundação, tendo em vista que o gameta feminino é imóvel. E como esse gameta masculino chegará no feminino? Pela água! Lembra que ali em cima eu citei que as briófitas são bem limitadas: eu falei isso justamente pela extrema dependência de água que essas plantas apresentam não somente para reprodução, como para sobreviver no geral. Vocês perceberam que vemos mais musgos em lugares bem úmidos ou em estações mais chuvosas do ano? É exatamente por esse motivo! O musgo precisa de muita água para tudo.


Agora vamos falar do meu grupo favorito de plantas: as pteridófitas. As conhecidíssimas samambaias já apresentam uma dependência um pouco menor da água para reproduzir e menor ainda para sobreviver. Mas, apesar de ser menos dependente da água, o composto ainda é essencial para que a reprodução aconteça. Em geral, quando falamos em aspectos reprodutivos temos uma organização bem semelhante entre as briófitas e as pteridófitas.

Agora sim começaremos a ver umas coisinhas novas. As gimnospermas (sabe aqueles pinheiros lindos?!) apresentam o estróbilo (que muuuuuita gente conhece como “pinha”) e ele basicamente é o órgão reprodutor da planta. Outra característica muito legal dessas plantas é que o gametófito (em que ficam armazenados os gametas) masculino é o grão de pólen (sim, o pozinho que ataca a alergia de muuuita gente). Quando há a fecundação entre os gametas forma-se a semente: mais uma novidade evolutiva!


Mas isa, qual a importância da semente?! O mecanismo da semente é incrível. Dentro dela se encontra o embrião que está abastecido de nutrientes (por um material que chamamos de endosperma) e por fora temos uma casca que protege o embrião contra choques mecânicos e ainda permite que essa semente seja dispersada mais facilmente e sofra menos com aspectos como desidratação.


Chegamos no grupo que as pessoas mais se interessam justamente pela complexidade que chega a impressionar: as angiospermas. Esse grupo é nosso último e, como vocês devem imaginar, é o que temos mais coisas a falar sobre. Quando falamos em angiospermas geralmente nos vem na cabeça flor e fruto, certo?! E isso é corretíssimo, essas plantas são as únicas que apresentam ambas estruturas. Mas qual será o papel adaptativo-reprodutivo por trás dessas novidades evolutivas?


Primeiro vamos falar sobre as flores: essas estruturas extremamente lindas são basicamente o órgão reprodutivo da planta! Estranho pensar que quando você dá ou recebe flores de alguém você está dando/recebendo um órgão reprodutivo ou sexual, né?! Mas poxa, será que as flores só servem para você presentear ou ser presenteado?

Jamais! As flores, com sua infinidade de formas e cores, são responsáveis por atrair polinizadores que são responsáveis por promover a polinização: eles carregam o grão de pólen de uma planta para outra (já que elas não conseguem sair andando e ir para um lugar se encontrar). As formas e cores diferentes são adaptadas, quero dizer que por exemplo, alguns formatos de flores favorecem a polinização por abelhas, outras por beija-flor, e assim por diante.

Grão de pólen

Agora o fruto (não posso citar muitos nomes que já fico com fome, mas vocês conhecem bem, né?! Pelo menos eu espero), para que ele serve? O que ele é? Bom, talvez isso tire um pouco toda essa vontade que você está de comer uma fruta nesse exato momento, mas o fruto (em grosso modo) é o ovário da planta desenvolvido com váaaaaarias sementes dentro (isso mesmo, váaaaaaaaarios embriões também). Estranho pensar que comemos ovário, né?!


O fruto também é extremamente importante para entendermos a infinidade de angiospermas que temos por absolutamente todo canto: essa estrutura atrai agentes que dispersam as sementes para bemmmm longe, ajudando a espalhar a espécie. Além disso, a semente no caso das angiospermas está bem protegida, pois além da casca que recobre ela também está dentro de um fruto.


Ufa, é isso! Eu AMO estudar isso e acho incrível como as adaptações vão se correlacionando, fico sempre pensando nas pressões evolutivas que levaram a elas…

Bom, vou ficando por aqui e encontro vocês daqui 15 dias hein?! Se cuidem!


Isabella Aparecida Fonseca Bertoleti Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Botânica (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

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