Adaptações reprodutivas em animais • Zoologia X Botânica

Atualizado: Jul 15

Oi biologuinhos!! Hoje vamos falar adaptações mais uma vez, porém dessa vez vão ser adaptações reprodutivas! A reprodução dos animais e das plantas ocorre de maneira beeeem diferente, mas apesar disso, temos muitas adaptações legais em ambos os grupos. Vem com a gente pra depois vocês nos dizerem qual grupo que possui adaptações mais legais!


Começando então pelos animais mais primitivos, temos os poríferos, as esponjas do mar. Esse grupinho de animais realiza tanto a reprodução sexuada, quando a assexuada, apresentando várias adaptações diferentes dos outros grupos, até porque esse é um grupo de animais sésseis, né?! Eles não têm como se locomoverem por aí para realizar a troca de gametas e também não podem sair do lugar quando a situação do ambiente não está das melhores, portanto precisam de adaptações para continuarem se reproduzindo.


A reprodução assexuada desses bichinhos pode acontecer de várias maneiras, uma delas é o brotamento, que surge um brotinho na esponja (como o próprio nome sugere) e esse broto pode permanecer nela, fazendo com que ela aumente de tamanho e diminuindo o risco de predação desta, ou ele pode ser destacado e levado pela água, assim ampliando a área de ocorrência da espécie; também temos a fragmentação, na qual um pedaço da esponja se solta, podendo originar outra esponja em um lugar diferente, e a parte perdida da esponja original regenera. Esses dois parecem iguais, não é? Mas na verdade, o brotamento produz um pedacinho e depois o solta e a fragmentação é o contrário, um pedaço já existente se solta e depois regenera. Agora o mais diferentão (e o que acho mais legal) é a gemulação!


Esse processo é exclusivo de esponjas  dulcícolas, geralmente das que vivem em ambientes temporários (que podem diminuir ou aumentar drasticamente a quantidade de água dependendo dá época do ano, como lagos). Eles produzem gêmulas que são como se fossem “pacotinhos” contendo todos os tipos de células que eles precisam para se regenerarem. A formação das gêmulas ocorre sazonalmente (seguindo as estações do ano), começando com a produção de várias gêmulas dentro das esponjas, no mesófilo mais especificamente, estas são liberadas por conta de estímulos externos, como o congelamento ou a seca, que acabam rompendo a esponja original e lá dentro, as células vão se multiplicando, até que quando há estímulos externos mostrando que tudo já está voltando ao normal (a temperatura e a água) as gêmulas se abrem, as células vão se multiplicando e se diferenciando, formando uma nova esponja!!! Vai me dizer que esse não é um mecanismo incrível???


A reprodução sexuada das esponjas já é um pouco mais simples. Apesar de não possuírem gônadas para a produção de gametas, elas são monoicas (hermafroditas), o que significa que conseguem produzir os dois tipos de gametas (feminino e masculino), porém não fazem autofecundação, apenas a fecundação cruzada, liberando os gametas na água, assim permitindo a troca de material genético entre os indivíduos, gerando maior diversidade. Uma coisa legal delas é que pode ocorrer a reversão sexual. Apesar de produzirem os dois gametas, eles são produzidos um de cada vez, ora estão produzindo o feminino, ora o masculino, mas pode haver alteração nessa ordem, há até algumas que revertem uma vez e ficam produzindo só um tipo pro resto da vida!


Outro grupo de invertebrados que possui uma característica legal em seu processo de reprodução são os cefalópodes, os polvos e lulas. Eles são dioicos (sexos separados) e a fecundação é interna e, por isso, é preciso haver algum tipo de comunicação reprodutiva entre os possíveis parceiros, nesse caso há sinalização química por meio de feromônios e visual, visto que eles conseguem alterar suas cores para mostrarem que estão na fase reprodutiva. Após formado o casal, os ovos são depositados geralmente em algum lugar mais escondido e o casal permanece ali até a eclosão dos filhotes, não saindo para nada, nem para comer. Quando a eclosão finalmente ocorre, os pais já estão mortos ou prestes a morrer de fome. Isso ocorre devido a produção de hormônio da saciedade, que os impede de sentir fome, causando a morte por inanição. Há uma hipótese que explica isso como sendo uma adaptação para não haver competição da prole com os próprios pais por alimento ou até canibalismo, já que como não há estágio larval, eles nascem se alimentando das mesmas coisas que um adulto.

Bom, antes de finalizarmos precisamos falar pelo menos brevemente de algumas adaptações dos vertebrados. Esse grande grupo é muito diversificado e possui muitas adaptações incríveis também. Como, por exemplo, as aves com seu dimorfismo sexual e seu comportamento de coorte. Muitas espécies de aves possuem o dimorfismo sexual muito evidente na coloração de suas penas, estas podendo ser bem coloridas e exuberantes. Além disso, há muitas espécies também que, para “conquistar” sua parceira, além de usarem a coloração de suas penas, até realizam dancinhas como rituais de acasalamento (comportamento de corte), como as aves do paraíso.


E aí, gostaram dessas adaptações? No Reino Animal há MUITAS adaptações assim legais, cada grupinho tem características diferentes e às vezes encontramos alguns beeem diferentões, pena que não dá para escrever sobre todos em apenas um post, mas esperamos que tenham gostado desse! Até a próxima semana, biologuinhos!


Barbara Mariah Chagas Teberga Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Zoologia (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

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