Órgãos dos animais • Zoologia X Botânica

Oi, biologuínhos! Tudo certo por aí? Esperamos muito que sim! Cá estamos nós com mais um post na coluna Zoologia X Botânica para vocês. Falamos sobre os tecidos nos posts anteriores, então, para seguirmos de acordo com os níveis organizacionais, vamos falar sobre órgãos hoje!


Os órgãos são estruturas formadas por um conjunto de tecidos que desempenham uma função específica. Vendo essa definição fica fácil de perceber a importância de vermos os tecidos primeiro, não é? Outra coisa que é importante de lembrarmos, é que as células apresentam diferentes maquinarias dependendo da função que esta desempenha. Na escola nós costumamos ter uma única célula como modelo, contendo todas aquelas organelas, mas na prática vemos que nem todas apresentam tudo aquilo. Por exemplo, as hemácias não possuem organelas (suas organelas são perdidas durante seu desenvolvimento, inclusive o núcleo), já que são achatadas e que possuem a função de transportar o oxigênio. Elas só possuem as organelas que precisam, então é tudo bem especializado mesmo.


Nós, humanos, crescemos ouvindo falar dos nossos órgãos, indo a médicos para ver se está tudo certinho com eles, vendo na escola, na tv... Então aposto que vocês manjam bastante já das funções de cada um. Os que são mais comuns são: o coração, responsável por bombear o sangue para o nosso corpo inteiro; os pulmões, responsáveis por oxigenar o sangue; estômago, responsável pela digestão; os intestinos, que fazem a absorção do que comemos; o fígado, que mantém nosso metabolismo, garantindo que nosso corpo todo sempre tenha energia pra desempenhar suas funções; os rins, capazes de eliminar nossas excretas nitrogenadas; os órgãos dos sistemas reprodutores... e por aí vai.


Os órgãos mais interessantes que costumam variar bastante dependendo do ambiente em que os animais vivem são os órgãos do sentido. Os peixes cartilaginosos (tubarões e raias) possuem um órgão chamado de Ampolas de Lorenzini, capaz de perceber impulsos elétricos. Mas pra que ele usaria isso? Bom, todos os organismos geram impulsos elétricos (íons), então eles conseguem perceber a presença de outros seres até se estes estiverem enterrados na areia. Além dos seres vivos, esse órgão também permite a percepção dos polos magnéticos da Terra, ajudando o animal a se localizar geograficamente.


Como órgão que nos ajuda com a percepção espacial, ou seja, um órgão do equilíbrio, nós temos o labirinto, que fica no nosso ouvido interno. Ele funciona informando a posição da cabeça em relação ao corpo, além de atuar na nossa audição. Já nos invertebrados, o órgão do equilíbrio geralmente é chamado de estatocisto, que é basicamente uma bolsinha contendo células receptoras, pelos sensoriais e com uma estrutura chamada de estatólito no centro. O estatólito vai se movimentar de acordo com a força da gravidade, as células sensoriais vão perceber a movimentação e informar a posição do animal. Até invertebrados mais simples, como os cnidários, possuem esse órgão, afinal, ele é importantíssimo.


Existe outro órgão de mesmo nome, labirinto, porém que está presente em um grupo de peixes e que desempenha outra função. Os peixes anabantídeos são conhecidos por possuírem um órgão especial atrás da cabeça que torna possível que eles respirem ar atmosférico! Esses peixes são bem procurados por nós para serem criados em aquários, um exemplo deles é o peixe Betta. Eles são procurados justamente por causa dessa característica, assim eles não precisam de aparelhos para manter a oxigenação da água, já que eles podem ir até a superfície para conseguir oxigênio.


Dependendo do ambiente em que vive, os órgãos sensoriais vão ter importâncias diferentes e, portanto serão mais ou menos desenvolvidos/adaptados. Nós somos seres visuais, então nossos olhos são bem desenvolvidos. Quando se trata de invertebrados, conhecemos animais que possuem olhos atrofiados, outros que só percebem a ausência ou presença de luz, e também existem bichinhos com os olhos MUITO especializados, como os crustáceos da ordem Stomatopoda, as tamarutacas, que conseguem perceber 16 cores primárias, devido à presença de dezesseis tipos de células cones (responsáveis pela percepção das cores). Nós possuímos apenas três tipos de células cones, que percebem as cores azul, vermelho e verde e com isso já conseguimos enxergar tudo isso de cores que conhecemos. Enxergar 16 cores primárias parece coisa demais para a nossa cabeça, imagina o quanto de combinação dá pra ter?! Se quiserem saber mais sobre esse bichinho, no instagram ou no twitter Oh, Crab! tem um post muito legal!


Por hoje é isso, biologuínhos. Mês que vem estaremos aqui de novo com mais um post para vocês! Esperamos que tenham gostado. Continuem em casa, se puderem!


Barbara Mariah Chagas Teberga Estudante de Ciências Biológicas (Licenciatura) Colunista de Zoologia (ZOOLOGIA X BOTÂNICA)

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